De janeiro a abril de 2026, num sábado do mês, grandes nomes da música e da arte encontram-se em recitais enquadrados pela exposição “Uma deriva atlântica”.
O ciclo “Música no Museu” inicia-se no dia 3 de janeiro com o recital de piano de Ana Telles, “Silêncio em três tempos surreais”, uma viagem entre o insólito e o poético inspirada pelo surrealismo..
Antes de cada concerto, participe na visita guiada e descubra os diálogos que se podem estabelecer entre as obras da Coleção Berardo e os compositores.
Horário: 15:30 (visita guiada); 16:00 (concerto)
Participação: entrada gratuita, mediante aquisição do bilhete de entrada no museu, sujeita ao número de lugares disponíveis
Público-alvo: maiores de 6 anos
Local: 2.º piso do Museu de Arte Contemporânea
Mais informação: página do evento
Organização: MAC/CCB – Museu de Arte Contemporânea e Centro de Arquitetura e as Artes Performativas do CCB
Programação
Três vozes, de Morton Feldman
Morton Feldman, um dos compositores mais importantes do movimento experimental do séc. XX, associado ao movimento da vanguarda nova-iorquina, manteve uma estreita colaboração com artistas como John Cage, Jackson Pollock, Mark Rothko e Philip Guston.
Dedicada a Joan La Barbara, Três Vozes (Three Voices) é uma homenagem do compositor a Philip Guston e Frank O’Hara.
Soprano: Camila Mandillo
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Eventos Terminados
Repetições transitórias
Um reportório que oscila entre o espiritual e o contemplativo até aos movimentos mais hipnóticos, tão incessantes na repetição quanto na transformação.
O programa conta com os icónicos Steve Reich, Philip Glass e Arvo Pärt, e que celebra a sua influência na música de importantes compositores guitarristas, como Gulli Björnsson, Atanas Ourkouzounov e Marek Pasieczny.
Duo Sirius: guitarras clássicas e elétricas Diogo João e Márcio Silva
Mais informação: página do evento
Sonatas e Interlúdios
Composta entre 1946 e 1948, a obra é escrita para piano preparado - um piano de cauda no qual parafusos, porcas, borrachas e outros objetos são inseridos entre as cordas para alterar, radicalmente, o seu som, desvendando sonoridades inesperadas que em grande parte evocam o gamelão balinês e os tambores africanos.
Mais do que apenas uma experiência auditiva, Sonatas e Interlúdios é uma escuta meditativa. A obra convida o público a perder-se na textura, na cor e no silêncio.
Piano: Elsa Silva
Mais informação: página do evento
Silêncio em três tempos surreais
Um percurso entre o visível e o invisível guiado pelo piano e pelo seu repertório dos séculos XIX e XX.
Sob a inspiração do surrealismo, cada obra evoca um universo em que o tempo se curva, a lógica se dissolve, e o som revela paisagens interiores de humor, sátira, sonho, meditação e transcendência.
Piano: Ana Telles
Mais informação: página do evento